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Associação divulga alienação parental

PUBLICADO EM 26 DE JANEIRO DE 2013   |   FONTE: MARCIO SODRÉ

Associação divulga alienação parental

Diretor da Associação Brasileira Criança Feliz (ABCF) para Mato Grosso, Érico Morais, e o presidente da ABCF, Sérgio de Moura Rodrigues, na redação do Jornal A TRIBUNA, alertam para a alienação parental
Muitos pais e filhos que vivem o drama da separação conjugal na família podem estar sofrendo de alienação parental, algo combatido em lei, mas não sabem. Diante disso, em uma visita ao município de Rondonópolis, o presidente da Associação Brasileira Criança Feliz (ABCF), Sérgio de Moura Rodrigues, está ampliando a divulgação dessa problemática junto à comunidade local.
Conforme Sérgio de Moura, em entrevista ao Jornal A TRIBUNA, alienação parental é o ato de um pai ou uma mãe “matar” a imagem do ex-cônjuge na memória do filho, através de diversas formas. Ele foi o criador da ABCF, em 2008, com sede jurídica em Ivoti (RS), com o objetivo de estudar, produzir e difundir conhecimento na área do direito familiar, abordando temas como alienação parental, guarda compartilhada e mediação familiar.
Sérgio de Moura atesta que, na época da criação da ABCF, o termo alienação parental não era reconhecido oficialmente no Brasil. Ele explica que foi vítima desse mal milenar e mundial chamado alienação parental e, ao se deparar com o problema, percebeu que havia muitas outras pessoas sofrendo situações semelhantes. “Resolvi, então, promover a divulgação necessária do assunto”, argumenta sobre a origem da ABCF.
Após ser criada, a ABCF foi uma das incentivadoras da lei da alienação parental no Brasil, sancionada em 2010. Sérgio de Moura analisa que a nova lei veio, em linhas gerais, nominar e exemplificar o que seja a alienação parental, assim como estipular medidas para combatê-la. Em Rondonópolis, avalia que o médico veterinário Érico Morais, diretor da ABCF para Mato Grosso, vem fazendo um bom trabalho na propagação do assunto.
Nesta visita em Rondonópolis, o presidente da ABCF também está aproveitando para estreitar relações com o Judiciário local e para aprofundar conversas com o deputado estadual J. Barreto, autor do projeto de lei que cria a Semana Estadual de Combate à Alienação Parental. Na esfera municipal, informou que já existe a Semana Municipal de Combate à Alienação Parental. Agora entende que há como estudar formas de intensificar a divulgação do assunto na cidade.
Para combater a prática da alienação parental, Érico Morais externou ao Jornal A TRIBUNA que, além do acesso à informação, um ponto que precisa melhorar é a capacidade do Judiciário de saber identificar a problemática e coibi-la de forma mais célere possível, incluindo para isso o preparo da equipe de profissionais da área psicossocial dos fóruns, como assistentes sociais e psicólogos.
“Lamentavelmente, o Judiciário, mesmo sem querer, acaba patrocinando a alienação parental, devido à complexidade da temática, dificuldade de identificá-la e atuação de advogados aventureiros e procrastinadores com suas petições meramente protelatórias, que colaboram com os alienadores e abarrotam as mesas dos juízes”, diz o diretor da ABCF.
Érico Morais enfatiza que é crucial que os pais consigam assimilar a separação, resolvendo conflitos através da mediação familiar e do bom senso, recorrendo, em último caso, ao Judiciário.
SAIBA MAIS – A alienação parental pode ser desqualificação da conduta de pai ou mãe no exercício da paternidade ou maternidade; dificultar o exercício da autoridade parental; dificultar o contato da criança com pai ou mãe; omitir deliberadamente informações relevantes sobre a criança; apresentar falsa denúncia contra o genitor, contra familiares destes ou avós para dificultar a convivência dos mesmos com a criança ou adolescente; e ainda mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança com pai ou mãe.
Fonte: http://www.atribunamt.com.br/?p=116884