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SP – São João da Boa Vista ganha diretoria

A Diretoria da cidade de São João da Boa Vista – São Paulo foi criada em 15 de junho de 2015, e será coordenada pela Amiga Beatriz Pereira da Silveira.

A Família ABCF agradece a Beatriz por ter recebido de coração o convite e se colocado à disposição para levar a mensagem da ABCF à cidade de São João da Boa Vista e região, e assim poder ajudar a recuperar a dignidade das famílias, enfrentando a Alienação Parental e divulgando a Guarda Compartilhada como sendo a melhor forma de guarda para nossos filhos.

Compartilhamos palavras de nossa Amiga Beatriz:

Meus queridos, eu poderia dizer aqui muitas belas palavras que poderiam ir além da Guarda Compartilhada. Mas decidi apresentar-lhes como é que eu entendi e aceitei receber o cargo de DIRETORA da ABCF Brasil, para a cidade de São João da Boa Vista e região.

No dia 26 de julho de 1999, eu estava sentada com dois envelopes nas mãos. “ENVELOPES DA MUDANÇA DE VIDA”

Envelope 1 – A proposta de emprego que eu mais tinha sonhado. Atuar como uma das grandes militantes no BUG DO MILÊNIO.  Aliás quem nunca ouviu dizer algumas coisas sobre a virada do século? Eu era uma Analista de Sistemas especializada em uma das linguagens mais raras utilizadas pelos principais bancos de dados do país. Coisa de louco, 99 viraria 00 e eu tinha que transformar isso em ano 2000.

Envelope 2 – Se a resposta fosse SIM, o envelope 1 seria NÃO, e se fosse NÃO, o envelope 1 seria SIM. Se meu exame de gravidez desse SIM, eu tinha que dizer NÃO ao novo emprego.

O resultado deu positivo. Foi um NÃO no meu sonho profissional, mas foi o maior SIM que Deus me concedeu ao saber que seria MÃE.

Meu filho nasceu no ano 2000 mas eu não podia colocar o nome nele de BUG, então escolhi o nome YAN, que significa “Presente de Deus”.

Quebrei todos os protocolos dos que dizem ter mentes sãs. Ou melhor, que fazem o que a sociedade diz que tem que ser assim ou assado. O pai do meu filho entrou com NEGATÓRIA DE PATERNIDADE quando ele tinha 4 meses. O pai passou a rever o filho imediatamente após o resultado do exame de DNA. Não fiz como as outras mães fazem.

Após o pai do meu filho se casar, sua esposa teve trigêmeos que nasceram pré-maturos em 2002 e faleceram uma semana após o nascimento, o pai do meu filho entrou na justiça para tomar a guarda do meu filho.  Umas horas antes da audiência, eu encontrei com a madrasta e ela estava muito pálida, chorosa, me disse que estava cansada. Eu perguntei a ela se ela sentia dor em ter perdido os três filhos. Ela começou a chorar e disse que sim. E então eu pedi a ela para falar a verdade. E ela desmentiu o pai do meu filho na frente do juiz, e disse que eu como MÃE, nunca tinha proibido nenhuma visita nem mesmo após ele ter entrado com a negatória de paternidade.

Como a justiça é muito morosa, até eu conseguir ficar firme e permanecer com a Guarda do meu filho, eu já estava doente com “stress e depressão” e no final de 2005, tive que deixar a Guarda com o pai, pois não sabia se passaria viva daquela semana.

Em abril de 2006, o pai do meu filho perdeu a Guarda, e foi passada provisoriamente de volta para mim, por uma acusação de suspeita de abuso sexual do pai contra meu filho. Foram 2 anos de muita luta, agressões em todos os sentidos: físicas, psicológicas, morais. E todos os dias, eu orava junto com meu filho e ensinava ele a continuar esperando tudo se resolver até ele poder visitar o pai. Afinal, não fui eu que fiz a denúncia e estava tão assustada quanto ele.

Em março de 2008 quando o pai foi autorizado a voltar ter visitas ao meu filho: Meu filho o esperava com uma caixa que continha todos os presentes de aniversário, dia dos pais, natal, medalhas, etc, que ele fez para o pai neste período em que ficaram afastados.

Meu filho ainda mantinha “VIVO DENTRO DE SI” o amor pelo PAI, mas eu já estava novamente doente, estressada e precisando de cuidados. Mesmo assim, iniciei um trabalho com psicóloga para reaproximar o meu filho do pai, afinal eu não podia deixar que minhas diferenças como MULHER, prejudicasse o amor entre MEU FILHO e O PAI.

Em outubro de 2012, fui acusada de ser uma DOENTE MENTAL e PSICOPATA, pelo pai, e por erros da falta de conhecimento sobre a ALIENAÇÃO PARENTAL tanto da minha parte, como de profissionais envolvidas, em março de 2013 eu perdi a Guarda do meu filho para o PAI, com visitas de 4 horas quinzenais.

A dor de ver meu filho me atacando, me cegava e eu não sabia onde buscar ajuda. Foi quando uma amiga me disse: Você estuda leis, faz palestras sobre leis, não chore, mas estude a Lei sobre ALIENAÇÃO PARENTAL. E foi isso que eu fiz e comecei a mudar minha história.

Fui até o Fórum, conversei com o Promotor da Infância e Juventude, que ficou perplexo ao ver as irregularidades, e me deu uma oportunidade para que mostrasse documentos que não foram apresentados para a juíza para que eu pudesse ver meu filho um pouco mais.

Em poucos meses, a juíza apurou os fatos, manifestou-se. Promotor e juíza da Infância e Juventude da minha cidade, aceitaram que o desejo do meu filho em ter a GUARDA COMPARTILHADA, ficando uma semana com o PAI e uma semana com a MÃE, fosse homologada na Vara Cível.

Protocolei o pedido de Guarda Compartilhada em março de 2014, mas o pai contestou utilizando aquela frase “SEMPRE QUE POSSÍVEL”.

Meu filho entrou em desespero, e eu grávida, acabei sofrendo um aborto espontâneo em 25 de junho de 2014. Descobri que eram dois bebês na hora que estava perdendo.

Quanto mais o pai do meu filho me atacava e o colocava contra mim, mais eu pedia ao juiz e promotor que o ajudasse. Pois ele necessitava de ajuda de um profissional para parar de praticar Alienação Parental. E entre poder ver meu filho YAN todos os dias no cemitério e aceitar que a Guarda permanecesse com o pai no dia 10 de setembro de 2014 aceitei que a Guarda ficasse com o PAI, mas pedi que meu filho fosse livre. Então o juiz, deixou a Guarda Unilateral com o pai, com o meu filho livre para amar, para  ter o convívio que ele sempre sonhou sem dia e sem hora.

Hoje, meu filho vem me ver quase todos os dias, e voltou a sorrir. As cicatrizes da Alienação Parental ainda persistem, ele ainda não me abraça, mas ao ver uma Palestra sobre Alienação Parental, chegou em minha casa e me disse: “MÃE EU FUI ALIENADO E QUERIA TE PEDIR PERDÃO”, neste momento eu confesso que desmontei e apenas respondi: É! VOCÊ ME MAGOOU MUITO SEM SABER OQUE ESTAVA FAZENDO, MAS AINDA ESTÁ VIVO PELA GRAÇA DE DEUS”.

Cedi minha história, que foi citada no dia da Audiência Pública da CAS no dia 20 de novembro de 2014. Fui junto com os pais no dia 26 de novembro de 2014 na votação do PLC 117/2013 para Brasília e passei a participar dos grupos das redes sociais.

E hoje atuo com palestras sobre Alienação Parental, aconselhamentos. E em parceria com o Observatório da Guarda Compartilhada, eu aceitei ser diretora da ABCF Brasil em São João da Boa Vista, para que possamos realizar o máximo de palestras, oficinas de orientações para pais, mães, profissionais que atuam diretamente na formação das crianças que são o futuro deste país.

Nossa I OFICINA DA CONJUGALIDADE E PARENTALIDADE foi realizada em 04 de julho de 2015 no escritório do Deputado Arnaldo Faria de Sá, relator da Lei 13058/2014. Fechamos parceria com o Colégio El Shadai de São João da Boa Vista, para realização de palestras e da OFICINA DA CONJUGALIDADE E PARENTALIDADE. Tendo início em 25 de julho de 2015, um trabalho a ser estendido também para as escolas públicas com apoio do Colégio El Shadai que está atuando hoje com o projeto VERDADE que atua com orientações para pais, mães e familiares, na conscientização da formação sadia das crianças e da parentalidade responsável.

“Se eu soubesse que estava sofrendo Alienação Parental, não teria entregado meu filho em 2013. Espero poder ajudar muitos pais a não terem medo de compartilhar o amor de seus filhos. E que muitos filhos não passem a dor que o meu filho passou. Sei que meu filho me ama muito, mas ele morando na casa de seu PAI, ele é amado também pela MADRASTA e SEUS IRMÃOS UNILATERAIS aumentando o vínculo de amor entre irmãos”.

BEATRIZ PEREIRA DA SILVEIRA