PY – A chamada alienação parental e problemas de casal

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3 DE FEVEREIRO DE 2020 – 01:00

José Vera Gómez. Psiquiatra Forense – drjosevera@gmail.com

Genaro Riera Hunter. Psicólogo Clínico-Psicanalista – genarorierah@gmail.com

Carlos A. Arestivo. Psiquiatra Forense – carestivo@gmail.com

1. A alienação parental (PA) é um processo que geralmente ocorre quando um casal com um alto nível de conflito se separa ou está em processo de separação e um dos pais se isola, se afasta e se afasta e impede o relacionamento dos filhos com o outro pai. Este processo tem certas características, que são muito semelhantes em todos os casos. São tão “rastreados” ou “fotocópias” dos casos, como costumam dizer as vítimas (categoria Legal) ou os pacientes (categoria Clínica).

Na alienação parental, o pai obstrutor é chamado de “alienador” e o obstruído “alienado”.

Para definir o que é a UC, nos referimos à Lei nº 1. 2318/10 do Brasil “contra a alienação parental”, cujo artigo 1 diz:

“Considera-se um ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente, incentivada ou induzida por um dos pais, avós ou por aqueles que têm autoridade sobre a custódia ou vigilância da criança ou adolescente, para fins da criança. renunciar ao pai alienado ou causar danos ao estabelecimento ou manutenção dos vínculos com este último ”.

2. Os problemas dos casais estão no centro desse conflito. O sintoma no casal é o parceiro, o problema do casal (PP) como sintoma, ressalta JAMILLER: ou seja, uma certa disfunção que avalia cada sujeito e que sustenta a queixa é o que é apresentado como sintoma ou problema do casal. A separação ou separação como um processo ou como uma separação efetiva deixa um parceiro sozinho em fracasso e precisa entender o rompimento e, quando a chamada Alienação Parental não é encontrada, geralmente é imposta, não é a única saída, mas geralmente é a Saída de angústia. A dor no relacionamento, a incapacidade de formar um relacionamento ou as dúvidas na formação do relacionamento, pensamentos sobre a identidade do bom parceiro são estados subjetivos que frequentemente participam como estímulos para “resoluções” psicopalogizantes. Separações, dores, formações de casais são questões que participam das chamadas alienações parentais.

Para isso, devemos acrescentar também “quem dos dois tem razão” e é aí que se assume a suposição de que o outro é sempre culpado pelo qual o vínculo é julgado. Nesse nível, a entrada legal e os aspectos clínicos ou dimensões dos sujeitos intervenientes são deixados de fora e a situação da infância presa nessa lógica do “quem está certo” é complicada.

Construir algo que não é dito em uma situação que atingiu o status legal é praticamente impossível porque o produto AP já está consolidado e tratado sob a dimensão do Discurso Jurídico. O chamado PA já é uma categoria legal que envolve uma dimensão clínica que é a causa desse produto chamada alienação parental. É o produto de um processo clínico que não é visível por muitas razões e é difícil tornar essa posição reversível quando judicializada. Este lugar que tem a AP é de alta tensão e coloca nas mãos da justiça “quem está certo”. Quando os problemas de algumas dimensões clínicas vão para a dimensão legal, significa que todas as dimensões de questionamento foram encerradas e, dessa forma, os processos não visíveis serão abordados pela ordem jurídica.

3. Quando essas circunstâncias geralmente ocorrem, obstáculos ou alienantes recorrem aos mesmos comportamentos em todo o mundo: por exemplo, realizam uma campanha de desqualificação sobre o comportamento dos pais alienados no exercício da paternidade: falam mal. do outro pai para os filhos. Mas não apenas as crianças, mas também os outros parentes, na comunidade, e ainda hoje a campanha é feita online. Outros comportamentos típicos do pai alienante são: dificultar o exercício da autoridade parental; impedir contatos com a criança ou adolescente com os pais alienados, impedir o exercício do direito regulamentado de visitas, omitir deliberadamente informações pessoais de interesse dos pais alienados sobre a criança ou adolescente,

A AP é constituída pelos atos mencionados, mas não é de forma alguma um quadro clínico, uma síndrome ou uma doença. De qualquer forma, um pai ou mãe que separa seus filhos do outro pai, ou seja, aquele que pratica atos de alienação parental, o faz por razões que têm a ver com seus próprios conflitos emaranhados psicopatologicamente com seu parceiro, com algum distúrbio mental ou de personalidade.


Fonte: https://www.abc.com.py/edicion-impresa/suplementos/judicial/2020/02/03/la-llamada-alienacion-parental-y-los-problemas-de-pareja/

Agradecimentos: A Família ABCF agradece a honra de poder desfrutar dos conhecimentos dos nossos irmãos paraguaios, nesta incansável luta mundial contra a Alienação Parental – Lei 12.318/2010 – Brasil. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12318.htm .

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